A conquista da maturidade a cada novo passo

 

Tocando em Frente

Composição: Almir Sater e Renato Teixeira

 

Ando devagar porque já tive pressa, levo esse sorriso porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco sei, ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro levando a boiada eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou, estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora, um dia a gente chega e no outro vai embora

Cada um de nos compõe a sua historia cada ser em si carrega o dom de ser capaz, e ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa, levo esse sorriso porque já chorei demais

Cada um de nos compõe a sua historia, cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz

 

 Essa música é linda. Sempre gostei da melodia e cantarolava especialmente quando viajava para uma chácara que a minha avó tinha em Ibiúna… Fazia essa relação Almir Sater x campo.

A Elô, que é uma leitora assídua do Vitrola na Caixola, me pediu para escrever sobre essa música. O  motivo para a escolha da letra só ela sabe, mas conhecendo-a como conheço, arrisco dizer que  a letra reflete um pouco do romantismo e otimismo com que ela mesma leva a vida.  

São poucas as pessoas que aprendem os ensinamentos que a vida nos traz nos momentos mais difíceis. O mais comum é mostrarmos toda a nossa incompreensão e o sentimento de injustiça. A dor muitas vezes nos torna seres humanos ingratos e irreconhecíveis. Se isso for momentâneo e nos servir de lição, ok, valeu para alguma coisa, mas se não for tirado um aprendizado disso, pode nos transformar em pessoas incrédulas, rancorosas e amargas.

No meu primeiro post, da música Paciência, do Lenine, falo um pouco sobre a coisa de ter pressa, da ansiedade e nessa música do Almir Sater, a melodia, o tom e a letra em si, trazem tanta propriedade para a canção. Acho que ele transmite uma tranquilidade…

“Ando devagar porque já tive pressa, levo esse sorriso porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe, só levo a certeza de que muito pouco sei, ou nada sei”…

“Penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente”.

“Cada um de nos compõe a sua historia cada ser em si carrega o dom de ser capaz, e ser feliz”

Quando escuto especialmente essas três estrofes acima, percebo uma maturidade que infelizmente – talvez seja algo inerente à vivência e idade de cada um – ainda não alcancei. Tenho aprendido todos os dias que muito pouco eu sei e em determinados assuntos, nada sei, por isso talvez ainda mantenha o senso de urgência para tudo o que faço e quero. Também considero a “urgência” algo relativo à minha vontade desenfreada de viver tudo o que tem pela frente, e entendo que isso vai mudando com o tempo. Então aprendemos que a urgência pode fazer mal e que a ansiedade que ela traz não é saudável. Nesse quesito, ainda tenho muito o que aprender. Mas posso dizer, que com ou sem pressa, meu sorriso está sempre estampado.

Acho inteligente a forma como Almir Sater resume a maneira de cumprir a vida: “compreender a marcha e ir tocando em frente”, mas como ele mesmo diz que cada um de nós compõe a sua história… acho também que a vida é mais leve quando a levamos com bom humor e com gratidão.

Nos momentos tristes, me permito chorar, desabafar, me sentir confusa e injustiçada por alguns momentos e até mesmo ter vontade de jogar tudo pro alto, mas retomo as rédeas do entendimento, estabeleço uma relação de lição e aprendizado, supero – na medida do possível, afinal sou frágil como qualquer ser humano – e vou tocando em frente.

E, tocar em frente exige movimentos…. é aquele passo que em alguns momentos se torna quase um salto e nos exige mais do que a toada da caminhada, é manter a paz interior e levar a paz aos outros mesmo quando tudo está do avesso, é a disciplina de todos os dias levar o ar que mantém vivo o amor – aos amigos, ao companheiro, à familia. Acho que Almir Sater diria:

 “É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir”.

Até a próxima!!

 

 

Por trás das flores

Flores

 

Composição : Tony Bellotto / Sérgio Britto / Charles Gavin / Paulo Miklos (Titãs)

Olhei até ficar cansado de ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado as flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados e o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado e embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados, há flores em tudo que eu vejo

A dor vai curar essas lástimas, o soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte, a dor vai fechar esses cortes
Flores, Flores
As flores de plástico não morrem

 

 

O louco dessa música é que, como eu,  você deve ter cantado várias vezes, empolgado, afinal tem um rítmo animado, muda o tom, o refrão é ótimo! Floooooores, floooooooores…. (Lembra meu tempo de escola, quando eu cantei em coro com uns amigos num daqueles momentos de furduncio, após saber que a professora faltou e que não tinha substituta…)…até o dia em que prestou atenção na letra e falou:

Caracas! O cara se matou!!!  Ele chorou pra caramba, não aguentou a dor, cortou os pulsos! As flores no telhado e embaixo do travesseiro, é no caixão!! Puuuuuuuuuuuuts!

Peguei carona com um amigo outro dia (o Paulinho) e ele colocou essa música, e devaneamos na letra! Rsrs Aquela vozinha mansa da Marisa Monte pra ajudar a gente a não prestar atenção em nada, só cantarolar!! Danadinha…Hahaha

Essa é uma característica do Titãs. Suas letras são bem ‘cantantes’, baladinhas mesmo, mas sempre reflexivas. Já falei aqui sobre a música “Não vou me adaptar”… que é outra ótima referência.

Costumo dizer que em algumas letras, tenho a nítida impressão de que a pessoa vivenciou tudo aquilo e resolveu colocar no papel, dar uma melodia… mas dessa vez, não acho que seja o caso…rsrs

Até mais!

Um peixe!

Atendendo ao pedido da Thais, Diogo e Macá, peguei essa música para dar uma olhadinha e…. Sexo.  Não consigo imaginar que essa música tenha algum outro significado que não a descrição metafórica de uma relação sexual!!

Borbulhas de Amor

Cantor: Fagner / Composição: Juan Luiz Guerra / Versão: Ferreira Gullar

Tenho um coração dividido entre a esperança e a razão
Tenho um coração bem melhor que não tivera…

Esse coração não consegue se conter ao ouvir tua voz
Pobre coração, sempre escravo da ternura…

Quem dera ser um peixe, para em teu límpido aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor prá te encantar
Passar a noite em claro dentro de ti…

Um peixe para enfeitar de corais tua cintura
Fazer silhuetas de amor à luz da lua
Saciar esta loucura dentro de ti…

Canta coração, que esta alma necessita de ilusão
Sonha coração, não te enchas de amargura…

Uma noite
Para unir-nos até o fim
Cara-cara, beijo a beijo
E viver para sempre dentro de ti…

 

Tudo bem, não se trata de um sexo desconectado do amor, já que ele introduz a música falando do seu dilema da esperança e razão, e do calafrio ao ouvir a voz da amada, mas sem dúvida alguma, a conexão da pele é o que fala mais alto. Essa coisa de passar a noite dentro de ti… mergulhar no seu aquário…. um peixe…. muuuuuuito complexo… Mas quando ele diz:  ‘Saciar esta loucura dentro de ti’, concluo: É sexo! rsrs

Ok, talvez esteja sendo superficial e o compositor tenha expressado de maneira profunda o seu sentimento, mas acho que assim como o tal “segredos de liquidificador” do Cazuza, as ‘borbulhas de amor’ estão inalcançáveis para meu entendimento…

P.S.: Vale dizer que o compositor dessa música, Juan Luis Guerra é um músico dominicado que viu as portas do mercado brasileiro se abrirem quando Fagner gravou sua composição, em 1991. Nesse mesmo ano, ele recebeu três prêmios da American Latin Music por melhor Álbum do Ano e Melhor Vídeo/Salsa. Com isso, Burbujas de Amor, foi uma das músicas que se tornou campeã de execução em todas as rádios da América Latina.

P.S.2: Fagner gravou essa música em 1991 no disco “Pedras que cantam” que recebeu disco de platina tripla na época por vender 750 mil exemplares. Borbulhas de Amor ficou oito meses nos primeiros lugares nas rádios do Brasil e Fagner ficou dois anos sem lançar um novo disco, desfrutando apenas do seu sucesso.

Até o próximo post (que entra na sexta-feira), que tal falarmos um pouco sobre essa letra?? Alguém tem alguma visão diferente pra ela?

Até mais!!

Em memória

Na semana em que infelizmente minha família sofreu a perda de dois ‘patriarcas’ (meus dois avôs faleceram, em um intervalo de apenas 7 dias), achei pertinente falar um pouco sobre o valor da vida, colocando uma breve reflexão que fiz nos últimos dias.

 

 O Que É, O Que É ?

Composição: Gonzaguinha

Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita, e é bonita…

Viver! E não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz…

Ah meu Deus! Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita…

E a vida! E a vida o que é? Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração, ela é uma doce ilusão Hê! Hô!…

E a vida, Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é? Meu irmão…

Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo
É uma gota, é um tempo, que nem dá um segundo…

Há quem fale que é um divino mistério profundo
É o sopro do criador numa atitude repleta de amor…

Você diz que é luxo e prazer, ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer pois amada não é e o verbo é sofrer…

Eu só sei que confio na moça e na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida, como der, ou puder, ou quiser…

Sempre desejada, por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte, só saúde e sorte…

E a pergunta roda, e a cabeça agita
Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita…

Gonzaguinha foi muito feliz quando compôs essa canção, que a mim soa tão coerente com o meu modo de vê-la e vivê-la. Talvez eu também veja a vida como as crianças, que acham bonita, bonita e bonita.

Tem sofrimento? Tem. Mas ainda é bonita! Se pararmos para pensar, a primeira coisa que fazemos ao nascer é… chorar! O choro faz parte da nossa vida desde os primeiros minutos quando na transição da vida intra-uterina para o mundo. Com o tempo, choramos não só pela dor, mas pela alegria também – somos eternos aprendizes!

Uma das coisas que mais tenho pensado – e especialmente nesse momento – é em como devemos fazer juz ao amor que sentimos pela vida, vivendo com intensidade, com amor e respeito ao próximo e a si mesmo, deixando boas lembranças aos que ficam… Não podemos passar pela vida displicente e irresponsavelmente. Se assim o fazemos, não a valorizamos de fato.

Assistindo a uma palestra do Wellington Nogueira – fundador do Doutores da Alegria – ele nos provoca para uma análise, com a pergunta: “Temos dimensão do milagre que somos?” Pois é… temos?

“É o sopro do criador, numa atitude repleta de amor”

Essa é a parte mais linda dessa música na minha opinião e penso que o mínimo que posso fazer para retribuir essa atitude repleta de amor do criador, é replicando esse amor! Quero poder passar pela vida sempre achando que ela é bonita, bonita, bonita, apesar de qualquer pesar.

E pra você? O que é a vida? O que é?

P.S.: Vô Carlos e Vô Chico… vocês deixaram algo aqui para ser lembrado e jamais esquecido! Que a vida “aí” seja bonita, bonita e bonita!!!

Valei-me Deus!

A Linda música do Djavan que trago hoje para atender ao pedido da Priscila e um dos pedidos do Yuri, andou circulando na internet com uma história doida e até comovente, mas que ao que tudo indica, não passou de uma mentira, ou simplesmente um trote nascido de um devaneio de uma interpretação musical! rsrs

Vejam a letra:

Flor de Lis

Composição: Djavan

 

Valei-me Deus, é o fim do nosso amor
Perdoa por favor, eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez, que minha ilusão foi dar meu coração com toda força
Pra essa moça me fazer feliz e o destino não quis
Me ver como raiz de uma flor de lis
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria, nem margarida nasceu

 

Segundo o devaneio alheio, que correu por um e-mail há algum tempo, essa música teria sido escrita pelo Djavan contando sua própria história. Ele teria uma mulher chamada Maria, que estava grávida de uma menina, que se chamaria Margarida. Com um problema na hora do parto, ele teria pedido ao médico que fizesse tudo para salvar ambas, mas ambas morreram. Daí a ligação com “Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu”.

Tem coerencia e transforma a letra num lindo poema cantado, mas segundo pesquisas, a assessoria de imprensa do Djavan teria desmentido a história toda.

Ok ok…Confesso que a interpretação alheia influenciou muito na minha leitura para a música desde então e travei. 

O rítmo e tom da melodia, me remete a um grande lamento, que está um pouco óbvio na letra. Mas gosto de ver também que apesar de não ter dado certo (o relacionamento), Djavan repete várias vezes “Eu só sei que amei, que amei, que amei”… É isso! Não sabemos se vai dar certo, mas não devemos medir esforços pra isso, e se estamos falando de relacionamento, o melhor a fazer é “amar, amar e amar”!

Ah!!  Mas, ‘para não dizer que não falei das flores’, eis o significado de “Flor de Lis”: Símbolo dos reis franceses, significa mensagem.

É também um emblema do escotismo, que simboliza paz e pureza. A história da Flor de Lis enquanto emblema remonta a muitos séculos atrás, senão mesmo milhares de anos. Na Índia antiga, simbolizava a vida e a ressurreição, enquanto que no Egito era um atributo do deus Horus, cerca de 2000 anos antes de Cristo.

Até a próxima!

Para a caixola, músicas na vitrola!

Essa é pra atender ao pedido da Simon, que no post anterior fez uma listinha. O que eu não sabia é que seria tão gostoso ler, reler e pensar sobre essa letra, que é uma lição.

 

Diariamente

Marisa Monte

Composição: Nando Reis

Para calar a boca: rícino  /  Pra lavar a roupa: omo
Para viagem longa: jato  / Para difíceis contas: calculadora

Para o pneu na lona: jacaré  / Para a pantalona: nesga
Para pular a onda: litoral  / Para lápis ter ponta: apontador

Para o Pará e o Amazonas: látex  / Para parar na Pamplona: Assis
Para trazer à tona: homem-rã  / Para a melhor azeitona: Ibéria

Para o presente da noiva: marzipã  / Para Adidas: o Conga nacional
Para o outono, a folha: exclusão  / Para embaixo da sombra: guarda-sol

Para todas as coisas: dicionário  / Para que fiquem prontas: paciência
Para dormir a fronha: madrigal  / Para brincar na gangorra: dois

Para fazer uma touca: bobs  / Para beber uma coca: drops
Para ferver uma sopa: graus  /  Para a luz lá na roça: duzentos e vinte volts

Para vigias em ronda: café  /  Para limpar a lousa: apagador
Para o beijo da moça: paladar  /  Para uma voz muito rouca: hortelã

Para a cor roxa: ataúde / Para a galocha: Verlon
Para ser “mother”: melancia / Para abrir a rosa: temporada

Para aumentar a vitrola: sábado  / Para a cama de mola: hóspede
Para trancar bem a porta: cadeado  /  Para que serve a calota: Volkswagen

Para quem não acorda: balde  /  Para a letra torta: pauta
Para parecer mais nova: Avon  /  Para os dias de prova: amnésia

Para estourar pipoca: barulho  /  Para quem se afoga: isopor
Para levar na escola: condução  /  Para os dias de folga: namorado

Para o automóvel que capota: guincho  /  Para fechar uma aposta: paraninfo
Para quem se comporta: brinde  /  Para a mulher que aborta: repouso

Para saber a resposta: vide-o-verso  /  Para escolher a compota: Jundiaí
Para a menina que engorda: hipofagin  /  Para a comida das orcas: krill

Para o telefone que toca  /  Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta  /  Para você, o que você gosta:
Diariamente.

É como se para tudo tivessemos uma resposta, um caminho, um meio. Infelizmente não é tão simples assim, mas acho que algumas coisas são óbvias, algumas máximas verdadeiras, alguns ‘conselhos da vovó’ ainda são válidos e algumas ‘regrinhas’ ajudam a simplificar e viver melhor.

Veja só:

Para brincar na gangorra… tem que ter dois, se não, não tem graça – óbvio. O café, pra mim, é de fato algo que me faria ficar acordada para vigias em ronda, os cremes da Avon, me ajudam a manter essa carinha de adolescente que tenho (tá, eu sei que forcei um pouco… rs). Essas se encaixam nas máximas e conselhos da vovó, por exemplo.

Já para aumentar a vitrola, se for no sábado, é mais apropriado, tendo em vista que trata-se (teoricamente) de um dia de descanso. Ou ainda, para que as coisas fiquem prontas, paciência. Nas duas situações, temos a tal ‘regrinha’.

No Walmart – onde trabalho -, por exemplo, uma regrinha que pode valer pra qquer lugar é a “regra dos três metros”. Se chegar a 3 metros de alguém, sorria. É claro que nesse mundo louco, em que as pessoas tem medo de tudo e desconfiam até mesmo das atitudes mais despretenciosas, sair por aí sorrindo pra todo mundo, pode ser interpretado estranho. Mas ao menos no ambiente em que você passa tantas horas convivendo com pessoas que você talvez não converse, mas cruza de vez em quando, será visto de maneira simpática e educada.

Escutei essa música há muitos anos e sempre me perguntei se as empresas e produtos que são citadas teriam pago para entram na música da Marisa Monte. Aí tive a oportunidade de trabalhar na Avon e soube que não… o que tornou-a ainda mais bacana.

Bom, do que trago dentro de mim diariamente, incluiria na música a seguinte estrofe:

“Para toda a vida, familia

Para os erros, perdão

Para um coração mais feliz, amigos

Para o futuro melhor, exemplo

para a convivência diária, bom humor

Para um dia de trabalho, motor

Para a dor da alma, oração

Para declarar o amor, canção.”

E PRA VOCÊ??

Pediu, tocou é sucesso!

Coloquei mais lenha no que era só uma brasinha e agora percebo que ela pode se tornar uma grande fogueira!
Estou falando da volta da atividade do Vitrola na Caixola. Recebi várias solicitações e estou achando ótimo! Fiz uma lista e pretendo escrever sobre todas.

Abaixo seguem algumas que estão na fila.

Diariamente – Marisa Monte
Borbulhas de Amor – Fagner
Flor de Liz – Djavan
Iracema –Demônios da Garoa
Spiro Giro – Jorge Ben
Só telele – Mulheres Negra
Mais uma vez – Marisa Monte
Dança da tartaruga – Asa de Águia (acho que essa ela está me zuando, mas enfim… vou ver)

Se você pensou em alguma que não esteja aqui, é só pedir.

Valeu Diogo, Cris, Simone, Pri e Thaix! Aguardem!!

Câmbio. Na escuta?

Antes de qualquer coisa preciso registrar aqui o quanto eu gosto do Zeca Baleiro!

A-D-O-R-O!!

TELEGRAMA

Composição: Zeca Baleiro

Eu tava triste, tristinho!
Mais sem graça que a top-model magrela na passarela
Eu tava só, sozinho!
Mais solitário que um paulistano
Que um canastrão na hora que cai o pano
Tava mais bôbo que banda de rock
Que um palhaço do circo Vostok…

Mas ontem eu recebi um Telegrama
Era você de Aracaju ou do Alabama
Dizendo:
Nêgo sinta-se feliz porque no mundo tem alguém que diz:
Que muito te ama! Que tanto te ama! Que muito muito te ama, que tanto te ama!…
Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria…

Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria…

Mama! Oh Mama! Oh Mama!
Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!…(2x)

Eu tava triste, Tristinho!
Mais sem graça que a top-model magrela na passarela
Eu tava só, sozinho!
Mais solitário que um paulistano
Que um vilão de filme mexicano
Tava mais bôbo que banda de rock
E um palhaço do circo Vostok…

Mas ontem eu recebi um Telegrama
Era você de Aracaju ou do Alabama
Dizendo:
Nego sinta-se feliz porque no mundo tem alguém que diz:
Que muito te ama! Que tanto te ama! Que muito te ama! Que tanto, tanto te ama!…

Me dê a mão vamos sair prá ver o sol!

 

Bem, vamos lá:  Todo mundo está sujeito a um momento de tristeza. Sabe quando bate aquele desanimo e não temos força pra fazer nadinha? Todo mundo percebe, a mãe faz o nosso prato favorito, até a televisão ajuda, com aquele seriado que você tanto gosta em um episódio inédito, mas não tem jeito… Tudo o que se espera é um telefonema, um contato, um alô, um e-mail…

Lembro que quando estava no Canadá, todos os dias eu falava com os meus pais e meu marido, mas no dia em que eu entrava no skype e não tinha ninguém lá me esperando, cada um estava fazendo suas coisas, nooooooosssssaaaa, eu parecia a tal paulistana que o Zeca Baleiro se refere.  Então eu colocava o computador de lado e ia estudar. De repente:  “Paula??? Você ta aí???”

Que delícia!!!!

Para os casais apaixonados e separados pela distância então – como parece ser o caso da música – nem se fala! Aí ficamos como se diz por aí: “vendo passarinho verde”.  Essa sensação não tem preço. A gente canta no banho, relê o e-mail/carta/telegrama, dá bom dia pra todo mundo, relê o e-mail/carta/telegrama, sorri pras pessoas na rua, relê o e-mail/carta/telegrama, arruma o armário, relê o e-mail/carta/telegrama, lava o carro, faz caretas na frente do espelho… uma infinidade de despautérios.

O bacana dessa música é que ele coloca no ritmo os dois sentimentos… o triste, tristinho, num ritmo choroso e num tom bem de dózinha mesmo e depois dá uma acelerada e até mesmo consigo imaginar uma pessoa andando pela rua com a cabeça nas nuvens, indo até a delegacia e dando flores pro delegado, ou preparando aquele beijo no padeiro do bairro! Rsrs

A vida é mesmo feita de momentos, as vezes bem pequeninos, mas que podem transformar.  Eu tenho bem esse perfil… uma ligação inesperada, um bilhetinho encontrado na bolsa, flores despretensiosas tem um grande poder de influencia no meu humor.

Bom, tomara que esse post possa inspirar alguém. Será bacana trombar com pessoas flutuando, com caras de bobos e carregando flores pela rua!

Até mais!

Caminhada

A ESTRADA

Cidade Negra

Você não sabe O quanto eu caminhei prá chegar até aqui
Percorri milhas e milhas antes de dormir, eu nem cochilei
Os mais belos montes escalei nas noites escuras
De frio chorei, ei , ei Ei! Ei! Ei! Ei! Ei!…

A vida ensina e o tempo traz o tom prá nascer uma canção
Com a fé do dia-a-dia encontro a solução, encontro a solução…

Quando bate a saudade eu vou pro mar
Fecho os meus olhos e sinto você chegar… Você, chegar…

Psicon! Psicon! Psicon!

Quero acordar de manhã do teu lado e aturar qualquer babado
Vou ficar apaixonado, no teu seio aconchegado
Ver você dormindo e sorrindo é tudo que eu quero prá mim
Tudo que eu quero prá mim…

Quero! Quero acordar de manhã do teu lado
E aturar qualquer babado, vou ficar apaixonado
No teu seio aconchegado. Ver você dormindo, é tão lindo
É tudo que eu quero prá mim, tudo que eu quero prá mim…

Você não sabe o quanto eu caminhei prá chegar até aqui
Percorri milhas e milhas antes de dormir, eu nem cochilei
Os mais belos montes escalei, nas noites escuras
De frio chorei, ei , ei Ei! Ei! Ei! Ei! Ei!…

Together..Together..
Meu caminho só meu pai… Meu caminho só meu pai…

Retomo o meu blog dedicando minha reflexão a uma música que tem muito significado ao meu maridão. Ela foi tema da nossa retrospectiva de casamento e traduz muita coisa. Quando estávamos escolhendo as músicas para saber qual usaríamos, não queríamos simplesmente uma música que retratasse o nosso amor, mas que traduzisse um pouco de tudo o que vivemos até então, que também nos motivou a dar mais esse passo. Então escutamos “A Estrada” e não tivemos mais dúvidas. (veja o vídeo da nossa retrospectiva abaixo)

A retrospectiva acontece de fato em nossa cabeça quando tomamos a decisão de nos casar. Lembramos de tudo o que fizemos até então e que hoje nos permite escolher com quem vamos, de maneira independente – não sem valorizar e cultivar todas as pessoas que nos ajudaram a ‘chegar até aqui’ – dar os próximos passos.

Na primeira parte da música lembramos de tudo o que fizemos nos trinta anos antes dessa data. Crescemos e reconhecemos nossos pais, nossos amigos, escolhemos uma profissão, corremos atrás dela, enfrentamos problemas em relacionamentos de família, pessoais, profissionais…

“Nas noites escuras de frio chorei”… choramos… e choramos ao lembrar do choro… e aprendemos! “A vida ensina”… “Com a fé do dia a dia encontro a solução”.

E então, quando nos encontramos, dividimos essa experiência um com o outro e escolhemos viver novas experiências juntos. “Quero acordar de manhã do seu lado e aturar qualquer babado”.

Escolhemos oferecer ao outro o aconchego e o descanso de toda a caminhada que temos daqui pra frente. “Together….together”

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