Credulidade

Volto depois de outro longo e tenebroso inverno!

A Bettina me colocou para escutar uma música muito legal hoje. É uma música nova pra mim, mas talvez alguém já conheça.

Candura

Marina Machado

Desculpa se alguma vez houve estupidez, insensatez ou falta de atenção
Nem sempre o que a gente diz é exatamente o que se quer dizer
O coração sincero sabe bem de onde vem
Cada dor e cada dissabor eu sei de cor
O amor que eu tenho por você é o que eu tenho de melhor

A vida é dura mas ela só faz melhorar
A vida é dura mas ela só faz melhorar

Nesse meu navegar tudo é impreciso, incerto e tem juros altos demais
Assim eu posso até dizer que cada minuto longe de você eu tenho prejuízo

Ninguém nunca vai e nem pode entender e é difícil até fazer uma canção pra dizer
Nós juntos temos um futuro que é a coisa mais preciosa que existe no mundo

A vida é dura mas ela só faz melhorar
A vida é dura mas ela só faz melhorar
Quase não tenho saudade nenhuma

Já me vi dizendo coisas que não diziam o que eu realmente sentia…. Isso aconteceu inúmeras vezes. Mas também já ouvi coisas que quando foram pronunciadas causaram um enorme estrago. E, elas nem mesmo tinham essa verdade e função.

Acho que, infelizmente, todos são passíveis de erros. Mas o que pode nos tornar menos miseráveis, é a nossa capacidade de retratação, de correção de erros.

Palavra pronunciada não volta atras. Mas atitudes contrárias às palavras, podem sim, fazer com que elas já não tenham mais a mesma importância. Acho que a música fala um pouco disso, especialmente quando se refere ao coração sincero.

Eu espero que a dureza de palavras, a estupidez, a insensatez e especialmente a falta de atenção virem pó com cada nova proposta de comportamento, com cada esforço de candura, com cada atitude que mostre o melhor de cada amor.

Entre essas atitudes, há uma que é fundamental para que qualquer outra tenha de fato algum valor: ACREDITAR.

Para quem está do lado de dentro do balcão, é preciso acreditar que sua mudança surtirá efeito e está sendo feita por amor, a você e ao outro. Para quem está sendo servido do lado de fora do balcão, é preciso acreditar que o ‘garçon’ está de fato, te servindo de maneira sincera, com o melhor do seu amor…

Fairy Tale

Acho que essa música dispensa comentários… mas como o meu blog perderia sua razão de existir, se eu só colocasse letras de música… te dou a opção de parar após a música, ou devanear comigo!

 

A Minha Gratidão É Uma Pessoa
(Nando Reis)
Depois de pensar um pouco
Ela viu que não havia nem motivo, nem razão
E pôde perdoá-lo

É fácil culpar os outros
Mas a vida não precisa de Juízes, a questão é sermos Razoáveis

E por isso voltou, por que sempre o amou
mesmo levando a dor daquela mágoa,
mas segurando a sua mão, sentiu sorrir seu coração
e amou-o como nunca havia Amado

Mas como começar de novo, se a ferida que sangrou
Me acostumou a me sentir, prejudicado?

É só você lavar o rosto e deixar que a água suja
leve longe do seu corpo um infeliz passado

E por isso voltou, pra quem sempre amou
mesmo levando a dor e aquela mágoa,

e viveram felizes e para sempre
Eles estavam livres , da perfeição que só fazia estragos

 

Um dia entrei num papo cabeça sobre o romantismo, sobre a ‘imagem’ do casamento… tal e coisa… coisa e tal…
Descobri que sou muito menos romântica do que era (imagino que meu marido deve ter rolado de rir agora. Mas acredite Tiano, eu fui mais sim!)
O romantismo vai além da esfera de um relacionamento entre homem e mulher…

É ter o romantismo na alma, como crença’ e em tudo o que se vê e faz. Seja no acreditar nas pessoas (esse, infelizmente eu quase não tenho mais. Minha seleção é muito mais criteriosa de anos pra cá), seja ver a beleza da lua todas as noites, ou do brilho do sol… é ter o espírito de romantismo no seu dia-a-dia.

E por mais que com o passar dos anos, algumas coisas tenham perdido o romantismo, na minha maneira de encarar a vida, outras são intocáveis. O casamento, a família, o amor a Deus…. nesses pontos, não se mexe!

E essa música traz todo o romantismo que eu acredito ser necessário para o manter um casamento e uma família saudável. Para manter o amor à Deus presente. Nesse caso, traduzo o romantismo para: perdão!
Existe todo um impasse sobre o sentir e o perdoar. Entre o certo e o errado.
Mas se pudermos nos ‘livrar das amarras da perfeição’ e simplesmente nos perdoar e simplesmente perdoar o outro (cada qual dentro de seus princípios, mas dando o devido valor ao amor)…
Se pudermos nos dispor a recomeçar, a resgatar o que teve de bom no passado, e com as coisas ruins, pinçar apenas o aprendizado, deixando a dor e mágoa pra trás…. É possível sim ser feliz para sempre.

Não é fácil. Diria até que pode ser um ‘sacrifício’ em dado momento…
Mas pelo amor, pela família, esse sacrifício é válido. Até mesmo o de perdoar, o de ser perdoado. Até o de recomeçar, de carregar a dor, de abrir mão do orgulho.
Sem juízes! Segundo Nando Reis: sejamos apenas razoáveis…
Segundo euzinha aqui: sejamos apenas românticos…

Até a próxima!

Dividir e Multiplicar

Toda vez que escrevo no blog tenho que justificar a minha ausência…. Sei que vai parecer mais uma desculpa, mas dessa vez tenho muitos motivos para isso.

Além de ter casado no último dia 14, ter voltado de lua de mel apenas no dia 23, tenho ainda o agravante de estar sem carro… sem música….e com isso… sem inspiração.

 

Mas me lembro que antes de me casar, sempre que escutava essa música do Legião, pensava assim: “Quando eu casar, terá total coerência falar dela”.

 

E cá estou eu para dividir com vocês a minha percepção sobre ela, agora com ‘quase’ conhecimento de causa (afinal são apenas 17 dias!)

  

O Mundo Anda Tão Complicado

(Renato Russo)

 

Gosto de ver você dormir que nem criança com a boca aberta

O telefone chega sexta-feira, aperta o passo, por causa da garoa

 

Me empresta um par de meias. A gente chega na sessão das dez

Hoje eu acordo ao meio-dia. Amanhã é sua vez.

 

Vem cá meu bem, que é bom lhe ver.

O mundo anda tão complicado, que hoje eu quero fazer tudo por você

 

Temos que consertar o despertador e separar todas as ferramentas

A mudança grande chegou, com o fogão e a geladeira e a televisão

 

Não precisamos dormir no chão…Até que é bom,

mas a cama chegou na terça e na quinta chegou o som.

 

Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo e até que é fácil acostumar-se com meu jeito

Agora que temos nossa casa, é a chave o que sempre esqueço.

 

Vamos chamar nossos amigos, a gente faz uma feijoada

Esquece um pouco do trabalho e fica de bate-papo.

 

Temos a semana inteira pela frente. Você me conta como foi seu dia

E a gente diz um pro outro: “- Estou com sono, vamos dormir!”

 

Vem cá meu bem, que é bom lhe ver. O mundo anda tão complicado

Que hoje eu quero fazer tudo por você.

 

Quero ouvir uma canção de amor, que fale da minha situação

De quem deixou a segurança do seu mundo por amor… Por amor.

 

 

 

 

Quando leio logo na primeira frase “Gosto de ver você dormir, que nem criança coma boca aberta”, lembro imediatamente da situação mais engraçada que vivi nesses poucos dias de casada, que é muito parecido com isso….

Não vi se o Cris dormia de boca aberta…. Vi que ele estava jogado no sofá às 03h00 da madrugada com a TV ligada, como ele costumava fazer na casa da mãe dele. Aí, acordei com o volume da televisão, fui até a sala e chamei: “Cris…Cris… vem dormir!”… aí ele ‘meio que acorda’ todo atordoado e diz: “Quê? Ãn?? Quê Mãe???

Me segurei para não rir e ele acabar desencando de ir para a cama e cai na risada escondidinho depois de dizer: ‘Não tem mais mãe não rapaz!!” hahahaha

Dividir. Essa é a palavra chave no casamento. Vamos dividir tudo. A boca aberta ao dormir, os sonhos e pesadelos durante a noite, a comida, as contas, os espaços, o dinheiro, chateações, vitórias…. a vida!

 

Bom, existe uma teoria que diz que quando temos algo ruim acontecendo com a gente, que estamos sofrendo, dividir tudo isso com um amigo, nos faz bem. Diminui ao meio a nossa dor. E quando estamos felizes, ao partilhar como amigo, multiplicamos por dois a felicidade. Ou seja. Só temos a ganhar com isso, se estivermos dispostos a viver o SIM pronunciado lá no altar!

 

Parte legal mesmo é a “vamos chamar nossos amigos”. Poxa, quantas vezes, em apenas 17 dias, já me vi tentada a chamar todos os nossos amigos e dividir com eles mais essa alegria: a nossa casa pronta, bonita, com a nossa cara e o aconchego, o carinho e o afeto que queremos retribuir a todos os nossos amigos que nos ajudaram tanto e nos fizeram sentir coisas tão especiais durante tanto tempo e especialmente no tal 14 de março!

 

Amigos queridos, obrigada por tanto carinho, dedicação, pela presença em toda a nossa vida e por nos presentear com a presença de vocês em nosso casamento. Logo mais nos vemos aqui, em nossa casa, certo??

 

Mas de tudo o que a música fala, não tenho a menor dúvida que a última frase é a que eu mais me identifico.

 

QUERO OUVIR UMA CANÇÃO DE AMOR QUE FALE DA MINHA SITUAÇÃO. DE QUEM DEIXOU A SEGURANÇA DO SEU MUNDO POR AMOR!

 

Aquele mundo em que vivi por 31 anos era o meu porto mais seguro. Sei que ele sempre estará lá para me receber e também ao Cris. Mas optei por criar eu mesma um ambiente tão seguro e confortável como o que eu tinha. Para poder oferecer isso para alguém que virá.

 

Não vou dizer que deixei a segurança do meu mundo com tranqüilidade. Não, não deixei. O mundo anda tão complicado, como diz o próprio Renato Russo. Tenho medo, estranheza…. mas também estou aprendendo a dividir isso com o Cris. Assim o meu medo é menor, minha estranheza também. O mesmo, acho, está acontecendo com ele.

 

To com uma saudade LASCADA daquele mundo, que tem uma família espetacular, uma casa que sempre me acolheu e dois cachorros que fazem a maior festa quando eu vou lá no final de semana… o Farouk até chora!!

 

Má (meu primo que tem uma banda muito legal), você podia escrever sobre isso. QUERO OUVIR UMA CANÇÃO DE AMOR QUE FALE DA MINHA SITUAÇÃO. DE QUEM DEIXOU A SEGURANÇA DO SEU MUNDO POR AMOR!

 

Enfim… tá aqui a prova de que casamento é DIVIDIR…

Estava aqui escrevendo. Me emocionei e aí veio o Cris me chamar para assistir o BBB (ahhhh pessoal, uma besteira no meio de tanta coisa séria, é bom!) quando me viu chorando e dividiu comigo esse sentimento. Viu? Funciona. Diminuiu…

 

Bjo! Até a próxima!

Pés no chão, cabeça nas nuvens

Sabe aquela felicidade que te invade e você pensa: “Nossa! Não poderia estar mais feliz!” ?

 

Você pode ter pensado isso em diversas situações. Quando acordou viu o sol maravilhoso e já vislumbrou um carnaval espetacular, em apenas dois dias! (Né, Pam!?) Quando começou a namorar alguém e ficou escutando sininhos antes de dormir….rs… Quando chegou aos 18 anos e teve a sensação de que agora o mundo era seu. Ou quando fez aquela viagem bacana, esteve com seus amigos numa festa inesquecível, ganhou aquele presente que você tanto queria… enfim…

 

Estou exatamente nesse momento. “NOSSA! NÃO PODERIA ESTAR MAIS FELIZ!!”

 

O melhor vai começar

(Guilherme Arantes)

 

Eu quero o sol ao despertar, brincando com a brisa
Por entre as plantas da varanda em nossa casa
Eu quero amar, é lógico que o mundo não me odeia
Hoje eu sou mais romântico que a lua cheia
Você mostrou pra mim onde encontrar assim
Mais de um milhão de motivos pra sonhar, enfim
E é tão gostoso ter, os pés no chão e ver
Que o melhor da vida vai começar!!

 

 

Essa música do Guilherme Arantes traduz um pouco esse sentimento. Estou a 23 dias do meu casamento e tudo está tão bom! Nossa casa está ficando linda! Nossos familiares não se cansam de mostram o quanto nos ama com pequenos gestos de carinho e participação! Nossos amigos dividem com a gente a ansiedade e cada novidade da preparação do casamento. Meu vestido é lindo!!!

 

“É tão gostoso ter os pés no chão e ver que o melhor da vida vai começar!”

 

O pé no chão, retrata nada mais do que ver que tudo é possível e que aquilo que um dia eu sonhei e via tão distante, agora é real e está aqui, na cara do gol.

 

E, é óbvio que tive momentos maravilhosos a minha vida inteira e acho que não preciso me explicar depois do penúltimo post, né?

 

Vou começar, de fato, uma vida nova. Uma vida que já começa colecionando conquistas. A conquista de um amor pra vida inteira, a conquista de um teto (seu) com tudo que está dentro sendo escolhido por você!

 

O melhor da vida vai começar! Tem dia e hora marcada. Dia 14 de março às 20h00!! OBA!!

PSC

Hoje recebi de uma amiga uma frase bem legal, de um colega jornalista:

 

Nada sei. Apenas reproduzo com a ingenuidade de um operário da informação. No fundo, no fundo, fica a pergunta: quem se importa?”

 

Aí pensei sobre o que faz as pessoas se sentirem tão importantes e superiores. A verdade é que quem acha que tem qualquer argumento para se ver dessa maneira, comparando-se a outros, nada mais é do que alguém que, por uma imensa infelicidade (pra eles, claro), são desprovidos de discernimento, clareza…

 

Sem revolta ou menção a alguém em especial (até porque há zilhões dessas pessoas espalhadas por aí), penso que devemos cada vez mais olhar pra dentro, entender a nossa ‘pequenez’ e o papel fundamental dela no mundo e aos que nos rodeiam.

 

Ok, ok… viagem! Sou super viagem… mas alguém aí há de concordar com isso tudo! rs

 

Bom… para dividir um pouco dessa louca reflexão, dêem uma lida na letra dessa música do Arnaldo Antunes!!

 

Saiba

Arnaldo Antunes

 

Saiba: todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também
Hitler, Bush e Sadam Hussein
Quem tem grana e quem não tem

Saiba: todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
e também você e eu

Saiba: todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar

Saiba: todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxão ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano

Saiba: todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao Tsé Moisés Ramsés Pelé
Ghandi, Mike Tyson, Salomé

Saiba: todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochet
e também eu e você

 

Pois é… no fundo, no fundo… todo mundo é igual!

 

Até mais!

Sim, eu vou.

É incrível como o Arnaldo Antunes traz milhares de temas para reflexões em suas músicas. Ganhei o DVD dele e eu não conhecia um monte de músicas, mas apesar dos rítmos peculiares e formas de poesia nem sempre ‘legível’, fiquei facinada.

A música que eu escolhi para comentar hoje é das antigas, mas será sempre atual. Todo mundo passa por mudanças e muitas vezes não é uma tarefa fácil se adaptar a elas.

 

 

Não Vou Me Adaptar

Arnaldo Antunes

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia…

Será que eu falei o que ninguém dizia?
Será que eu escutei o que ninguém ouvia?
Eu não vou! Me adaptar
Não vou! Me adaptar  / Não vou! Me adaptar, não!
Não vou! Me adaptar /  Não vou! Me adaptar!


Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
Mas é que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho…

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou! Me adaptar
Não vou! Me adaptar / Não vou! Me adaptar
Não vou! Me adaptar / Não vou! Me adaptar!

 

No início do mês foi aniversário de uma grande amiga, que completou 40 anos e mesmo pra mim, que estou mais distante agora, ficou clara a angustia que a assolava só por causa desses dois dígitos insignificantes! Não é para puxar o saco, mas ela de fato não parece ter a idade que tem.

Muitas vezes a nossa alma, nossa mente, não tem mesmo a idade que o corpo tem. Eu acho que tenho 15 anos ainda. É incrível como me pego pensando em trilhões de coisas que fazia quando era mais nova e que simplesmente não faço mais, porque as coisas mudam mesmo…. mas a alma, caracas… essa não cresce nunca!!!!

Olha só. Todos os anos, quando começam as olimpíadas meus irmãos falam assim: “Putz, logo logo vamos ver a Paula querendo dar um Ippon – um golpe do judô – em alguém!” Eu simplesmente AMO AMO AMO esse período em que eu solto aquela moleca que existe em mim e saio surpreendendo a família inteira com os meus super golpes!!! hahaha Até o Cris já entrou nessa história, mas ele não sabe brincar e me imobiliza antes de eu começar a mostrar todo o meu conhecimento na arte do esporte! rsrs

Tenho também alguns repentes de sonoplasta, atriz, cantora, enfim, algumas palhaçadas que fazem a galera dar risada em casa… Que pena que não podemos ser eternamente crianças, no sentido pleno da palavra…

Enfim, assumir uma postura mais ‘séria’ é necessário em ambientes de trabalho e em tantas outras relações que estabelecemos ao longo da vida, mas realmente não é de fácil adaptação. Eu procuro manter essa alegria ‘de criança’ visível, no talo do limite aceitável e que não me prejudique.

Bom, sei que não é impossível. A gente se adapta a tudo. Costumo dizer que quando pensamos que não vai dar mais, que estamos no nosso limite, ainda falta muito para isso acontecer! É impressionante a nossa capacidade de superação, pro bem ou pro mal. Mas o fato é que somos muito fortes!

 

Digo isso porque, voltando a coisa da ‘adaptação’, vivi claramente a parte chata de não entrar mais nas roupas que eu cabia, de não encontrar mais aquela ‘moleca’ no simples olhar no espelho. Mas difícil mesmo deve ser a adaptação de uma grande mudança em sua vida.

 

Estou vivendo o que chamo de TPC – Tensão Pré Casamento. São diversos sentimentos que em determinados momentos atingem o seu pico e provocam uma verdadeira desordem emocional, racional e os outros ‘als’ que vocês possam conhecer.

 

Passei 31 anos convivendo com pessoas que são meu sangue e são responsáveis por eu ser o que sou hoje. Abrir mão dessa convivência será, sem a menor sombra de dúvida, a experiência mais difícil da minha vida.

 

É importante que fique claro que estou fazendo isso por um motivo nobre. Vou me casar. Quero fazer isso e estou feliz! Mas acho que a principal razão para essa decisão é a vontade de replicar esse “projeto” com o homem com quem escolhi viver e com os filhos que teremos.

 

NÃO VOU ME ADAPTAR! Hahahaha

É o que algumas vezes eu me pego pensando… ou melhor… parece até um GRITO na minha cabeça e não um pensamento.. rsrs Mas no fundo, sei que vou. Não sem dor.

 

O lado cheio do copo é o privilégio de ser amada por mais uma pessoa, além desses que há 31 anos praticam esse sentimento incondicionalmente. O lado cheio é poder amar mais uma pessoa com a mesma intensidade que amo os meus. O lado cheio é saber que, de repente, meus filhos encherão a casa de alegria, não só a minha, mas a dos meus pais, dos meus irmãos!!

 

Bom, pelo tamanho do email vocês devem perceber que eu realmente estou num momento turbulência, não é? Rsrs

 

Mãe, Pai, Aline, Ale, Farouk, Tyr….. vai ser fo**… vou sentir muito a falta de vocês, por isso quando vocês não forem me visitar, eu é que vou! Todo final de semana!!!! Rsrsrs

AMO VOCÊS! PRA SEMPRE!

 

 

 

Ainda Senhorita…

Num caminho vapt-vupt que fiz dentro do carro hoje com o radio ligado foi suficiente para que eu voltasse a me inspirar para falar das músicas.

Na verdade, inspiração tenho de sobra, nunca acabou…. mas meu tempo livre foi dar uma voltinha e até agora não apareceu por aqui! rs

Aliás, ele tem me sumido muito! Mas me consolo com as notícias que li recentemente nos jornais, dizendo que o ano de 2009 terá 1 segundo a mais por conta de uma variação no ritmo da rotação da Terra. Vocês viram?

MUITO LEGAL!

 

Enfim, voltando…

Eu estava no meu horário de almoço, apertei o botão do rádio só para saber as horas e começou a música do Zé Geraldo, chamada “Meiga Senhorita”.

Essa música traz um sentimento muito peculiar pra mim. Ela é linda, é romântica, é humilde.

 

Vejam:

 

Senhorita

Zé Geraldo

Composição: Zé Geraldo

Minha meiga senhorita eu nunca pude lhe dizer
Você jamais me perguntou
de onde eu venho e pra onde vou
De onde eu venho não importa, já passou
O que importa é saber pra onde vou

Minha meiga senhorita o que eu tenho é quase nada
Mas tenho o sol como amigo
Traz o que é seu e vem morar comigo
Uma palhoça no canto da serra será nosso abrigo
Traz o que é seu e vem correndo, vem morar comigo

Aqui é pequeno mas dá pra nós dois
E se for preciso a gente aumenta depois

Tem um violão que é pra noites de lua

Tem uma varanda que é minha e que é sua
Vem morar comigo meiga senhorita
Doce meiga senhorita
Vem morar comigo

 

Sei que sou piegas, sei que sou super romântica. Não chego ao extremo do “amor e uma cabana”, mas não posso deixar de admirar palavras tão simples e tão profundas.

Bom… de repente elas só tenham esse significado pra mim e vocês acharão simples, básica. Enfim…

 

Ele diz: “aqui é pequeno, mas dá pra nós dois. E se for preciso, a gente aumenta depois”.

Vamos esquecer que estamos numa época de muita independência e trabalho – afinal, acho que jamais aceitaríamos uma proposta assim, sem a menor segurança, apenas por amor (o que na verdade é uma pena, pois na minha opinião é a única coisa que vale de verdade nesse mundo… o AMOR – de pai, de mãe, de marido, de amigos, ao trabalho e por aí vai). O cara quer tanto que ela fique com ele que já pensa em filhos!!!

 

Bem…. Talvez eu esteja influenciada pela proximidade do meu casamento e por todos os sonhos e romantismo de menina que ficam guardados em algum lugar em cada mulher e que aflora com uma música dessas.

 

Enfim, leiam, reflitam, amem mais, se deixem amar! E um 2009 feliz e cheio de amor pra todos!!

A arte de cuidar

O que me fez demorar um pouquinho mais para escrever de novo, foi justamente o que o Paralamas descreve na primeira frase da música: “A vida sem freio, me leva, me arrasta”… Aff… foi uma correria. Mas estou aqui de novo.

 

Essa música é muito sábia, do início ao fim. Dá uma olhada:

 

Cuide Bem Do Seu Amor

Os Paralamas Do Sucesso

 

A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega
No momento em que eu queria ver


O segundo que antecede o beijo
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante em que desmoronou

Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz

 Cuide bem do seu amor
Seja quem for,
Cuide bem do seu amor
Seja quem for…

 

E cada segundo, cada momento, cada instante
É quase eterno, passa devagar
Se o seu mundo for o mundo inteiro

Sua vida, seu amor, seu lar
Cuide tudo que for verdadeiro
Deixe tudo que não for passar
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz
 
 Cuide bem do seu amor
Seja quem for,
Cuide bem do seu amor
Seja quem for…

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sabe quando eu dizia lá embaixo na música do Lenine que a tal “roda viva” acaba com a gente, com o  planeta, com a saúde da gente? Pois é… Tá aqui o Paralamas para dizer que acaba também com o amor.

Se deixarmos a vida nos arrastar sem freio, se ficarmos cegos para as coisas que realmente importam na vida, seremos vazios. “Cuide de tudo que for verdadeiro, deixe tudo o que não for passar”… Além disso…. “Seja quem for”. É ou não é?

 

É impressionante como podemos, com a mesma ferramenta – a fala – construir e destruir o amor. Chegamos cansados em casa do trabalho, do trânsito e está lá uma comidinha fresquinha feita pela mamãe (preciso registrar isso, afinal, estou nos meus últimos meses de mamata)… e, soltamos um: “Putsss, ta faltando sal!!” ou o cachorro chega cheio de amor pra dar e nós: “Sai pra lá, não enche o saco!”

 

Sorte a do cachorro que não entende e no dia seguinte, está lá, de novo, abanando o rabinho, todo feliz. Não tenho dúvida que a mãe, o irmão, a irmã, o pai, o namorado, o amigo, enfim… Eles também podem relevar, mas todos eles colecionarão um machucadinho. Aí me pergunto:

 

“Era preciso causar isso a esse alguém?” – incluo o cachorro nessa!

Porque maltratamos quem amamos? Não seria melhor deixar tudo o que não é legal e que foi ruim lá fora (o chefe, o trabalho, o trânsito) e aproveitar o que realmente é bom, com ‘palavras doces e em voz de veludo’????

 

Olha só o cúmulo da incoerência: Conseguimos nos controlar para não descontar a raiva em cima de alguém que nos dá razões de sobra para isso (como o trabalho e o trânsito, porque podemos perder o emprego, ou no caso do trânsito a vida), mas não fazemos a menor força para nos controlar quando estamos ao lado de quem amamos! Nossa! Tudo errado!!!!

 

Na boa. Minha mãe merece um elogio pela comida fresquinha… Os meus cachorros também merecem um carinho pela recepção sempre tão afetuosa. Isso é cuidar do amor. É saber que faremos bem ao outro se agirmos bem.

 

Costumo dizer que todo o sentimento que temos, jogamos na atmosfera. Eles ficam lá vagando… e aí, sem saber pegamos um… e entre tantos que soltam por aí, podemos pegar um ruim, não é mesmo? Então, vamos só jogar os bons, aí sempre colheremos os bons!

 

Eu não quero ouvir nem pronunciar palavras rudes. Não quero ver nada desmoronar. Quero que cada segundo estejamos sempre em paz!!!

 

Aproveito o tema para recomendar a leitura do post “O avesso do avesso do avesso” do blog Betina (aqui do lado).

 

Prometo, meus amores*, prometo, cuidar sempre bem de vocês!!!

 

* Minha família, meu noivo, meus amigos, colegas de trabalho, meus cachorros, meus dias, meu emprego, meus sonhos e realizações!

Até mais!!

 

MUDEZ

Essa é show!

 

Sempre cantei essa música sem prestar muita atenção em sua letra, até que um dia, ‘botando reparo’ SURTEI!!!! Ela é ótima!

 

Timidez

Biquini Cavadão

 

Toda vez que te olho
Crio um romance


Te persigo, mudo todos instantes
Falo pouco pois não sou de dar indiretas


Me arrependo do que digo
em frases incertas


Se eu tento ser direto, o medo me ataca, sem poder nada fazer


Sei que tento me vencer e acabar com a mudez


Quando eu chego perto, tudo esqueço e não tenho vez


Me consolo, foi errado o momento, talvez


Mas na verdade, nada esconde essa minha timidez

 

Eu carrego comigo a grande agonia de pensar em você, toda hora do dia

 

Eu carrego comigo, a grande agonia. Na verdade nada esconde essa minha timidez


Na verdade nada esconde essa minha timidez


Talvez escreva um poema
No qual grite o seu nome


Nem sei se vale a pena
Talvez só telefone


Eu me ensaio, mas nada sai
O seu rosto me distrai


E, como um raio,
eu encubro , eu disfarço
eu camuflo, eu desfaço


Eu respiro bem fundo
Hoje digo pro mundo
Mudei rosto e imagem


Mas você me sorriu
Lá se foi minha coragem
Você me inibiu

 

Meu irmão é que vai gostar de eu tê-la usado como tema para esse post. Todas as vezes que ela tocava no rádio – sim, naquela mesma marginal que comentei lá embaixo, nas quase duas horas de trânsito, indo pra casa ou para o trabalho – a gente cantava animados e juntos pensávamos: “coitado do cara!!” (ta no passado porque infelizmente ele não pega mais carona comigo. Aliás, Alê, você faz mó falta no carro!)

 

Já cruzei com pessoas muito tímidas e com aquelas que são muito espontâneas, mas em determinadas situações trava. Acho até que me incluo na segunda situação.

 

Essa música é uma verdadeira montanha russa (pra quem não gosta, que fique claro!). O pobre passa por milhões de sentimentos. Vai de euforia, uma coragem repentina, até o medo, o sentimento de fracasso, impotência.

 

Toda vez que eu a escuto, me lembro de uma situação que eu vivi, sem saber… e na condição “da que sorri” (como diz a letra). Só soube disso anos depois, quando reencontrei um amigo e ele me disse que tentou várias vezes se declarar pra mim e não conseguiu porque eu sempre ‘quebrava as pernas dele’. Não sei bem como isso funcionava, nunca nem mesmo desconfiei. Mas a verdade é que, pelo menos na situação dele, foi melhor assim…sem declarações. rsrs

 

Depois de lembrar desse fato, fico sempre me perguntando se eu deixei de fazer algo por conta da timidez. Penso, penso, penso… descubro que sim. Em seguida chego a conclusão que, assim como pra esse meu amigo, foi melhor pra mim também.

 

Você já deixou de se declarar pela timidez? Não se culpe. Talvez o mundo tenha lá suas razões.

 

E esse cara, o da música? Será que ele se declarou em algum dia? Ainda que lááááá na frente, anos depois?

 

Enfim…

 

Para as próximas, aguardem… atenderei a pedidos!

 

Tchau pessoal!

Sapiência e paciência

É, no mínimo, curioso eu ter escolhido essa música… sou a pessoa mais ansiosa da face da terra. Mas acho, de verdade, que ansiedade e impaciência têm lá suas diferenças. Enfim… vamos lá:

 Paciência

Lenine

Composição: Lenine e Dudu Falcão

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára…Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara…

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência…

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência…

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara…

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não…

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara…

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não…

 

 

Hoje fui à manicure e em nossas conversas ela me disse que seu bebê já vai fazer um ano. Aí pensei: “Meu Deus… já passou tudo isso e eu nem notei?”

 

Agora então, que estou envolta aos preparativos do meu casamento, conto o tempo por finais de semana. Hoje tenho 19 finais de semana para resolver todas as coisas. (Meu Deus! Só isso!!).

 

Quando passa a semana, voando eu diria – nem por isso é rápida como eu gostaria – e chega o final de semana… eu estou tão esgotada!

 

Aí parei para pensar em como o tempo voa e o quanto faz mal não notá-lo passar. Faz mal não darmos o devido valor a cada dia, hora, minuto. E pior. Faz mal entrarmos no rítmo que ele (?) vem nos imprimindo.

 

A música do Lenine, Paciência, está super alinhada ao que eu também conversava com uma amiga que tem uma doença que se agrava muito nos momentos de stress. Ela me dizia: “Quando o meu corpo começa a dar sinais, lá atrás, antes da bomba explodir, eu paro tudo. Se for preciso falto, fico em casa, respiro fundo, me reorganizo mentalmente, saio da roda viva e não deixo que a crise evolua”.

 

Ela “Se recusa, faz hora e vai na valsa”. Tá certíssima.

 

A vida não pára, mas ela é tão rara!!!

 

Quantos de nós estamos no limite. Diria até, que acelerando o nosso fim, e simplesmentes ‘fingimos ter paciência’.  

 

Porque o mundo está girando cada vez mais veloz? Quem o faz girar? Porque estamos esperando paciência dele, se nós é que o temos em mãos? Nós o colocamos nessa velocidade. Nós também estamos acelerando o seu fim.

 

O que nos falta pra perceber tudo isso não é tempo, é discernimento, é amor à vida, amor próprio e amor pelo outros.

 

Ufa! Que bom que tirei esse tempo para questionar tudo isso, apesar de já estar atrasada. Nossa… 13h30 e tenho tantas coisas pra fazer, resolver, decidir… Caramba!!! O tempo não pára!!!

 

Tchau… deixa eu correr… até a próxima!

 

Xiiii… Tudo errado… Tô acelerando tudo de novo…